• Douglas Crispim

Empatia: a decisão de conectar-se com o outro

A equipe de saúde terá melhores resultados ao decidir se conectar de verdade com o outro


por Douglas Crispim


Quando a gente pensa no impacto da empatia e resultado em saúde, precisamos começar falando de coragem. Segundo definição nos dicionários, coragem é moral forte perante perigos e riscos, bravura, firmeza de espírito para enfrentar situação emocional ou moralmente difícil. Outro conceito também disseminado de coragem é a disposição para se colocar numa situação passível de erro, disposição para errar. É o ponto de partida.


Ao relacionamos equipes de saúde e empatia, sabemos que a empatia é capacidade de percepção. Se eu tenho uma melhor capacidade de percepção, isso traz uma tendência e maior probabilidade de fazer com que minhas ações tenham foco compassivo, ou seja, que as minhas ações sejam mais altruísta e em benefício do próximo. O que podemos fazer, então, para que tenhamos melhores resultados associados à empatia?


A gente precisa que as pessoas que estão na linha de frente do cuidado tomem a decisão de se colocar de verdade diante do sofrimento do outro, para que a sua percepção seja concretizada. E estar diante do sofrimento do outro envolve se conectar com ele. Quando eu escolho ativamente não me conectar com o outro, automaticamente tenho menor percepção dos sentimentos e sensações que ele tem. Portanto eu tenho pior insight, uma tendência e maior probabilidade de que as minhas ações não tenham caráter compassivo ou altruísta.


Então, a decisão de se conectar de verdade com o outro é o primeiro passo para que a gente possa aumentar a nossa capacidade de percepção e aumentar a nossa empatia. As equipes que tomam essa decisão tendem a ter melhores resultados, porque terão ações mais compassivas e altruístas gerando, assim, uma percepção melhor de cuidado por aquele que o recebe.


Hoje em dia, estes resultados são mensuráveis por indicadores qualitativos e quantitativos. Conseguimos observar que em equipes mais bem treinadas em comunicação, principalmente quando essas equipes são treinadas em conjunto, os resultados na experiência do paciente são palpáveis e mensuráveis. Isso é o que temos identificado nas instituições que treinam suas equipes com o IBCS, que nos reportam a percepção de que o cuidado ao paciente melhorou assim como melhorou também o cuidado ao próprio colega de trabalho.


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